Não. O Pyroblast é definido como um artifício pirotécnico e consiste de uma cápsula geradora de gases. A cápsula foi projetada para deflagrar ao invés de detonar como nos explosivos convencionais. A expansão do volume de gases é rápida, mas lenta quando comparada a detonação dos explosivos. 

De acordo com a Classificação das Nações Unidas de Substâncias Perigosas ele se enquadra na subclasse 1.4S: Substâncias e artigos que não apresentam risco significativo. Além disso, a Tecnologia Pyroblast é patenteada e está homologada pelos critérios e exigências do Exército Brasileiro, estando dispensada do controle dos órgãos fiscalizadores, quanto ao USO, COMÉRCIO e TRANSPORTE *.

(*) Exceto o transporte da fábrica até a distribuidora, portos e aeroportos.

A cápsula, ao ser acionada, é deflagrada com uma velocidade de detonação em torno de 397 m/s gerando um volume de gases que se expande e causa a fragmentação da rocha ao superar a sua resistência dinâmica a compressão.

A decomposição do composto químico presente na tecnologia Pyroblast se classifica como deflagração, ou seja, é uma decomposição química por transferência térmica. De acordo com Silva (2019), a reação nesse tipo de decomposição alcança velocidades de detonação variando de 100 m/s a 1.500 m/s, podendo atingir uma pressão de detonação de 50 MPa e temperaturas na faixa de 1.270 °C a 2.270 °C. Assim, a deflagração da cápsula Pyroblast (Softbreaker) gera baixa velocidade de queima e baixa pressão de detonação. Dessa maneira, pode ser utilizada com segurança em áreas de risco.

Sim. O produto pode ser usado em furos onde há a presença de água. Resistência a água: 5 a 7 horas.

A tecnologia Pyroblast apresenta baixa pressão de detonação, baixo risco de ultra lançamento de material e baixa geração de ruídos e vibrações no solo. Sendo assim, somos capazes de trabalhar em áreas de risco como em locais próximos a barragens e edificações. Isso se deve principalmente a nossa velocidade de detonação (VOD) ser muita mais baixa, em torno de 397 m/s, em relação aos explosivos que varia de 5.000 a 8.000 m/s.

 

Além disso, as operações que envolve a fragmentação com pirotecnia como é o caso do Pyroblast, necessitam de um raio de segurança para o acionamento de 50 a 100 m para homens e máquinas. Em contrapartida, esse raio aumenta para um mínimo de 250 m em operações com explosivos. Portanto, a produção é otimizada, pois há pouco tempo de inatividade para carregar e transportar os equipamentos devido à baixa duração de evacuação do local de trabalho. Assim, é possível perfurar e carregar os furos paralelamente à fragmentação, aumentando significativamente a produção e reduzindo os custos de produção.

O processo de aplicação do Pyroblast consiste em carregar os furos com as cápsulas conforme o plano de fragmentação.

O plano de fragmentação se assemelha com o plano de fogo usado comumente nos desmontes com explosivos. Entretanto, em alguns casos, é necessário trabalhar com uma malha mais fechada que as malhas convencionais. Mais informações sobre o processo de aplicação encontra-se no “Procedimento Operacional”.

Para adquirir o nosso produto não é necessária nenhuma documentação específica. Entretanto, é necessário que a empresa contratante passe por um treinamento fornecido pela nossa equipe técnica. Após o treinamento, é fornecido um certificado de aplicação do produto com validade de 6 meses.